• Inovação gera novos mercados (91%) e melhoria de processos (89%)
• Fornecedores (48%) e laboratórios (40%) são parceiros preferidos para inovação
• Custo elevado e falta de meios económicos são principais obstáculos à inovação
Apenas 19% das empresas do Minho podem ser consideradas “inovadoras”, de acordo com o “Estudo sobre a situação da inovação na Região Norte de Portugal” efectuado pelo BIC-Minho – Oficina da Inovação junto de uma amostra significativa de empresas da região. Os resultados serão apresentados na próxima quinta-feira em Vigo, por Victor Sá Carneiro, director-geral do BIC-Minho – Oficina da Inovação, num evento promovido pela Confederação de Empresários de Pontevedra.
O estudo foi realizado no âmbito do projecto SIEFI (Sistema de Informação da Euro-região para o Fomento da Inovação Empresarial), com incidência no Minho e na Galiza, ao abrigo do programa comunitário Interreg III-A, no qual o BIC-Minho - Oficina da Inovação é o principal parceiro português.
Segundo o inquérito, em 91% dos casos, as empresas “inovadoras” minhotas afirmam que os processos de inovação são importantes motores para a partilha de conhecimentos. No que se refere a acordos de colaboração que as empresas inovadoras estabelecem com outras entidades em termos de inovação, o estudo aponta as Universidades, tradicionalmente encaradas como uma fonte de recursos humanos e parceiro científico, e os fornecedores como parceiros privilegiados para inovar com uma percentagem de 48%. Do universo de inquiridos 40% apontam também os laboratórios e 36% optaram pelos clientes para parceiros.
A grande maioria das empresas que seguiram o caminho da inovação obteve resultados considerados muito satisfatórios. Em 91% dos casos, conquistaram novos mercados e 89% melhoraram os seus processos. Na opção pela inovação, o factor mais relevante foi o grau de exigência dos clientes, seguido pela necessidade de diversificação, concorrência e aproveitamento de recursos, respectivamente.
As maiores dificuldades para inovar, e que foram sentidas de modo semelhante, quer pelas empresas “inovadoras”, quer pelas 81% que não seguiram esse caminho, foram o elevado custo da inovação e a falta de recursos económicos para o fazer. A falta de apoio institucional e a carência de pessoal qualificado também se apresentam como obstáculos relevantes. A resistência à mudança, muitas vezes encarada como impedimento ao desenvolvimento, surge em último lugar entre os entraves à inovação.
Para Victor Sá Carneiro, “este estudo revela que, embora a grande maioria das empresas minhotas não assuma o caminho da inovação, os resultados registados entre aquelas que o seguiram justificam plenamente essa opção. Mais do que convencer os empresários, para que isso aconteça é necessário continuar a reforçar o apoio institucional e tornar a inovação mais acessível, por exemplo, através de parcerias, como fizeram quase todas as empresas que apostaram na inovação”.
Recorde-se que o SIEFI arrancou em Março de 2006 com o objectivo de desenvolver um sistema de informação organizacional sobre inovação, nomeadamente nas fileiras da madeira e da indústria automóvel. Dinamizado por parceiros portugueses e galegos no intuito de favorecer a disponibilidade de informação indispensável ao fomento da inovação da região Norte de Portugal e da Galiza.
Parceiros:
Fundación para ele Fomento de la Calidad e el Desarrollo Tecnológico de Galicia
Cluster de la Madera de la Galicia
Centro Tecnológico de la Automación en Galicia
Confederación de Empresários de Pontevedra
Instituto Gallego de Estadística
Dirección Xeral de Industria, Energia e Minas
BIC-Minho – Oficina da Inovação
Associação da Indústria da Madeira e Mobiliário de Portugal
Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel