A forma como as tecnologias de informação e comunicação contribuem para o sucesso das PME foi o tema de uma conferência com que o BIC-Minho – Oficina da Inovação apresentou em Braga um pré-balanço do TransTIC – programa transfronteiriço para a consolidação de redes de cooperação entre empresas, apoiado pelo FEDER.
Na circunstância, o presidente do Conselho Geral do BIC-Minho – Oficina da Inovação, Manuel Oliveira, aproveitou o ensejo para divulgar o caso prático da sua empresa – de um sector tradicional, o dos transportes –, que, alavacando as virtualidades proporcionadas pelas TIC, passou a disponibilizar o acesso à internet aos utentes das suas viaturas, no que logrou assinalável êxito.
Por sua vez, o director-geral da instituição, Victor Sá Carneiro, elucidou as três dezenas de empresários presentes sobre as vantagens que as tecnologias de informação propiciam nos processos de inovação assumidos por pequenas e médias empresas, granjeando-lhes significativas vantagens comparativas e competitivas. Na sua intervenção, aquele responsável sublinhou ainda o papel que os BIC desempenham no fomento do empreendedorismo e da inovação em múltiplas vertentes, tais sejam no domínio tecnológico ou em todas as áreas da gestão empresarial.
Coube a Ana Giraldes, em representação do BIC-Galicia, apresentar um balanço sobre o programa TransTIC, cujo final está previsto para o fim do primeiro trimestre do próximo ano. Assim, desde Março de 2006 foram já realizadas 34 acções de formação, apoiados mais de 90 empreendedores e formados 34 especialistas, tendo participado nas jornadas mais de 350 PME. Quanto à formação, desenvolve-se sobretudo nas áreas das soluções informáticas, da protecção do software, da competitividade, da gestão económico-financeira e do E-learning.
Por fim, Álvaro Vieites, especialista em temas TIC da EOSA Consultores de Espanha, enfatizou que, actualmente e com a globalização, mais importante do que ser uma empresa de grandes dimensões ou portadora de um longo historial, é a capacidade de ter boas ideias e de inovar, antecipando-se à concorrência, fundamentando esta afirmação com os exemplos da Amazom, do Pay Pal, do Skype, do YouTube e do Google – cujo valor é hoje o dobro do máximo registado pelo ex-gigante da comunicação mundial, a americana Time Warner.
Esta é uma questão que se reveste de particular acuidade para os dois vizinhos ibéricos, que têm perante si uma enorme margem de progressão, devido ao facto de se encontrarem francamente abaixo da média europeia no que diz respeito ao investimento em investigação e em inovação.