O BIC-Minho (Oficina da Inovação) promoveu uma sessão de trabalho sobre “A Biotecnologia e a Agro-Alimentar – Uma Perspectiva do Presente e do Futuro”, em Braga, com o objectivo de abordar um conjunto de temáticas relacionadas com aqueles dois sectores de actividade, na perspectiva das empresas, dos centros de conhecimento, da Investigação e Desenvolvimento e da inovação.
O director-geral da Oficina da Inovação, Victor Sá Carneiro, falou sobre o papel do BIC Minho na área da inovação, salientando “a necessidade de tornar apelativo para os investidores nacionais a transformação de uma área científica em oportunidades de negócios viáveis e rentáveis”. Victor Sá Carneiro considera “fundamental colocar o conhecimento ao serviço do mercado, das empresas e das pessoas” e referiu que o BIC Minho está disposto a apoiar a criação de parcerias entre instituições científicas e empresas.
Na sessão estiveram presentes alguns especialistas naqueles sectores, nomeadamente Victor Verdelho, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, que explicou a temática “As Cores da Organização da Biotecnologia” como sistema de categorização das várias vertentes biotecnológicas, recentemente apresentado pela Associação Europeia de Bio-indústrias.
Por seu turno, Lígia Rodrigues, directora executiva da Biotempo, expôs “O desafio de transformar ciência em negócio”, explicando o processo de formação da empresa com o apoio do BIC-Minho e lançando a novidade da criação de uma unidade piloto para validar projectos de laboratório. Lígia Rodrigues aproveitou para sublinhar a necessidade de criar soluções biotecnológicas que acrescentem valor a outros sectores de actividade como a agro-alimentar e ambiental.
Para abordar as várias aplicações da biotecnologia na área agro-alimentar, Paula Teixeira, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, referiu as particularidades dos processos de fermentação, das culturas de arranque, entre outros, e do papel que a biotecnologia pode desempenhar a nível dos produtos tradicionais.
O director de marketing das Carnes Primor, Carlos Ferreira, apresentou as novas embalagens da marca que representa como exemplos de inovação, investigação e desenvolvimento na área agro-alimentar com o suporte biotecnológico, e referiu a importância de sessões de trabalho como aquela para o desenvolvimento de projectos com sustentabilidade técnica.
Por fim, Andreia Magalhães, gestora de desenvolvimento da Associação Portuguesa de Certificação (APCER), falou do papel da certificação da Inovação nas organizações, como base para um aumento da produtividade, da eficiência e da eficácia das empresas, especificamente no sector agro-alimentar, salientando que “o papel do BIC-Minho no apoio a projectos inovadores e ideias empreendedoras é fundamental para o desenvolvimento daquele sector”.
A Oficina da Inovação – BIC Minho promoveu, assim, mais uma iniciativa com vista ao esclarecimento e ao desenvolvimento de processos e à inovação das empresas. No caso específico da biotecnologia e da agro-alimentar, o BIC-Minho reuniu, nesta acção, um conjunto de especialistas naquelas áreas para debater questões relacionadas com o presente e com o futuro das empresas daqueles sectores de actividade.